Universidade Zumbi dos Palmares realiza, no dia 27 de agosto, Programa Executivo One Day ESG e Equidade Étnico-Racial

Está marcado para o próximo dia 27 a realização do Programa Executivo Internacional One Day ESG e Equidade Étnico-racial, idealizado pela Universidade Zumbi dos Palmares.

De acordo com Raphael Vicente, coordenador geral de cursos da Universidade o programa aborda “ESG e sua correlação com a equidade étnico-racial a partir de uma perspectiva multifatorial. Além disso, os participantes terão a oportunidade de conhecer as megatendências mundiais e sua aplicação no Brasil. Falar de ESG no Brasil e não abordar o tema raça-racismo e seus reflexos é o mesmo que não falar de ESG.
O “S” (social) do ESG é um dos elementos mais desafiadores e pouco desenvolvidos no nosso país.”.

O programa virtual, com 10 horas de duração, 4 módulos internacionais combinando palestras, estudos de casos, leituras com curadoria e entrevistas com líderes de pensamento e vai demonstrar como incorporar conceitos ambientais, sociais e de governança nas estratégias de investimento e negócios das companhias.

Direcionado aos C-level – executivos da alta gestão e profissionais de disciplinas como direito, relações com investidores, relações públicas e políticas, entre outros, o programa custa R$ 4 mil para membros da Iniciativa Empresarial e R$ 5 mil para os demais interessados. As inscrições podem ser feitas até 24 de agosto em https://zumbidospalmares.edu.br/onedayesgequidaderacial/.

Programação

O Programa Executivo Internacional One Day ESG e Equidade Étnico-racial será realizado das 8 às 18h, período durante o qual serão apresentados ao vivo e online oito módulos.

O primeiro deles é Articulando e cumprindo o propósito da companhia e pretende analisar o fato de que o papel das empresas está sendo questionado por reguladores, investidores, executivos corporativos, funcionários, acadêmicos e pelo público. Em razão disso, o objetivo é debater o impacto do propósito na governança corporativa e no funcionamento das empresas e as diferenças entre a primazia do acionista e a maximização do lucro de curto prazo. O instrutor será Elin Merethe Oftedal, profissional de educação, doutor em filosofia com foco em empreendedorismo e inovação pela University of Nordland, com experiência, entre outras, em sustentabilidade e design de pesquisa.

Na sequência, às 9h30, o tema do módulo será Medição e divulgação dos riscos e prioridades ambientais e sociais, que pretende debater a falta de métricas padronizadas para responsabilizar as empresas por seus compromissos ambientais e sociais, o que dificulta o movimento ESG. Entre os destaques da apresentação estão as diferenças entre padrões, estruturas, agências de classificação e provedores de dados e como aproveitar cada um deles para comunicar suas prioridades ESG aos investidores e interessados. Comandará o painel John Campbell, editor ou membro do conselho editorial de três das seis principais revistas de pesquisa sobre contabilidade dos Estados Unidos. Ele é professor visitante da Universidade Renmim de Pequim, na China.

Às 10h30, vai começar o terceiro módulo: Redefinindo as funções do governo e das empresas para enfrentar os desafios sociais e ambientais, para analisar o novo papel das companhias e o alinhamento de suas marcas e estratégias de negócios com as prioridades sociais e ambientais, o que leva a novos desafios legais, éticos e práticos. O painel será conduzido por Sonia Gaillard, líder da Impact Anchor, empresa de gestão global. Ela é mestre em Technology Commercialization pela Universidade do Texas e embaixadora Alumni, Mandela Washington Fellowship for YALI do Departamento de Estado dos EUA.

No módulo seguinte – O Desafio dos Conselhos hoje e impactos no perfil dos conselheiros –, Jorge Maluf Filho fala sobre como hoje os conselhos se deparam com um contexto altamente desafiador e demandante: ambiente de negócios se transformando rapidamente, novas demandas dos grandes investidores, novos comportamentos dos consumidores e colaboradores, novas e impactantes fontes de riscos, etc. Serão debatidos quais são as principais forças que vêm induzindo os Conselhos a reverem seu modo de atuação; além das mudanças que os Conselhos vêm implementando e quais suas consequências; o que se espera de um conselheiro neste novo contexto e porque este movimento requer conselhos mais diversos para serem efetivos. O instrutor deste painel é Jorge Maluf Filho  líder da Prática de Serviços para Conselhos para o Brasil e a América do Sul. Maluf é formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP, com mestrado e doutorado em Administração de Empresas pela FEA-USP, tendo sido professor da FEA-USP por 18 anos. O painel será  entre às 11h30 e às 12h30.

No início da tarde, das 14h às 15h, o módulo 5 vai apresentar o tema Comunicação com investidores sobre riscos e prioridades ambientes e sociais, uma análise sobre as razões pelas quais os investidores estão cada vez mais focados em ESG e o que eles esperam das empresas e, também, como os deveres fiduciários dos investidores se enquadram no envolvimento nestas questões. Para comandar o debate sobre o tema foi convidada Carolina da Costa, sócia da Mauá Capital para novos modelos de negócios / investimento para apoiar o mercado e a criação de valor, sustentabilidade e impacto, além de professora de pensamento crítico, inovação e investimento sustentável para conselhos de liderança sênior.

Às 15h começa o módulo 6 – Emprego de ESG como um processo de supervisão de risco e vantagem competitiva – que pretende discutir as diferentes etapas desse processo, como cada uma delas opera para obter informações das principais partes interessadas para sinalizar riscos emergentes e identificar novas oportunidades de negócio; e como as empresas alavancaram seus processos ESG para se tornarem mais resilientes à crise da pandemia. O instrutor será o engenheiro e físico Paulo Estevão Cruvinel, pesquisador sênior da Embrapa e pesquisador visitante do Instituto de Estudos Avançados da USP.

Construindo resiliência contra riscos ambientais e protegendo o planeta é o tema do módulo 7, que começa às 16h e pretende entender o fato de que os investidores e gestores de ativos globais estão alertando que a mudança climática é um risco de investimento; e se há problemas legais para executivos e diretores corporativos por deixarem de supervisionar ou divulgar riscos das mudanças climáticas. Para comandar o debate, os organizadores do evento convidaram o Secretário Executivo de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, Antônio Fernando Pinheiro Pedro, consultor ambiental com serviços prestados ao Banco Mundial, ONU e governo brasileiro.

Às 17h terá início o módulo 8, cujo tema é construindo resiliência contra riscos de capital humano e apoiando a força de trabalho, que analisará a comunicação das empresas com seus funcionários, a relação entre remuneração dos executivos e os direitos dos trabalhadores e o equilíbrio entre a continuidade dos negócios e a retenção dos funcionários. O painel será conduzido por Onnesha Williams, mestre em Comunicação Técnica pela Universidade Estadual do Texas e sócia da WillPower Technical Writing, que em breve lançará uma consultoria em Diversidade e Inclusão.

O curso se encerra com dois módulos em formato EaD, que os participantes poderão acompanhar posteriormente: Construindo resiliência contra os riscos da cadeira de suprimentos e colaboração com fornecedores; e construindo resiliência contra riscos à privacidade de dados e colaboração com ONGs e reguladores.

Depois de participar de todo o programa, o participante deverá apresentar uma reflexão contendo identificação e apresentação de sua experiência ou aprendizado; destaques da importância; descrição dos principais temas da reflexão; experiências exploradas; análise e síntese; reafirmação ou declaração do aprendizado e plano futuro.

Para conquistar a certificação ESG e Equidade Étnico-Racial, o participante precisará ter assistido ao menos 75% dos oito módulos e entregue sua reflexão.

Mais informações pelo site: https://zumbidospalmares.edu.br/onedayesgequidaderacial/.