Casal negro é ignorado e acusa restaurante de luxo em SP de racismo: não ofereceram “sequer uma água”

Fonte: Portal Yahoo: https://br.noticias.yahoo.com/casal-negro-e-ignorado-e-acusa-restaurante-de-luxo-em-sp-de-racismo-nao-ofereceram-sequer-uma-agua-153304760.html

Um casal acusou de racismo um restaurante de luxo localizado na Zona Leste de São Paulo. Kléber de Souza e Janaína Coelho afirmaram que foram ignorados pelos funcionários do Hannover, no Tatuapé, por serem negros.

Ao G1, o casal contou que comprou dois rodízios de fondue pela loja virtual do restaurante para comemorar o aniversário de Kléber, na noite de quarta-feira. No total, gastou R$ 237,60 antecipadamente.

Ao chegaram ao local, porém, Kléber e Janaína se assustaram com o tratamento da equipe de funcionários. A primeira surpresa foi a resposta negativa ao pedido do casal para trocar de mesa, mesmo com o estabelecimento vazio.

“A gente gosta de sentar um do lado do outro, não de frente, como muitos casais costumam fazer. Primeiro pedido que a gente fez foi pra gente sentar num local um do lado do outro. Aí já tivemos uma negativa bem afirmativa, sendo que a gente chegou cedo e o salão do restaurante estava vazio”, contou o aniversariante.

 partir daí, o casal se disse ignorado em todas as tentativas de receber atendimento. “Eu levantava a mão, acenava, pra ver se alguém vinha atender a gente e as pessoas não vinham. Não notavam a gente. Não davam atenção”, disse Janaína.

Eles relataram que, no total, foram mais de 20 minutos aguardando o atendimento de algum garçom para que pudessem fazer o pedido, mesmo em uma noite na qual o restaurante não estava lotado.

“Chegaram mais três ou quatro mesas depois de nós. E eles já estavam sendo atendidos, comendo. E nós, nem sequer uma água”, afirmou a mulher.

Registro de ocorrência

O casal chegou a falar com uma mulher, chamada Chris, que identificou-se como gerente do estabelecimento e pediu desculpas. Eles, porém, chamaram a polícia e registraram um boletim de ocorrência o 30º DP do Tatuapé. A polícia vai ouvir testemunhas e analisar as imagens da câmera de segurança do local.

“Nós saímos muito constrangidos, tristes, nos sentindo humilhados. Porque, independente de raça e de cor, de como esteja vestido, se você entra num estabelecimento, acho que tem que ter o respeito e não pode ter ideia mal concebida”, lembrou Janaína.