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Movimento AR repudia absolvição de juíza que citou raça ao condenar negro

Líder do Movimento AR, declara: “estou muito decepcionado com a posição do Tribunal de Justiça do Paraná que absolveu a juíza Inês Marchalek Zarpelon que cometera ao menos injúria racial, ao relacionar a raça com autoria de crime, e, ainda por cima disse que a culpada foi da imprensa”, conclui José Vicente.

Ontem (28), a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) arquivou a reclamação disciplinar contra a juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba acusada por racismo ao ter associado um réu negro a uma organização criminosa, em razão de sua raça, no julgamento em junho deste ano. 

A votação foi unânime, 23 desembargadores do Órgão Especial do TJPR que participaram do julgamento seguiram o voto do relator do caso, desembargador José Augusto Gomes Aniceto. Ele concluiu que não houve intenção discriminatória ou racista por parte da magistrada e alegaram que houve “apenas” um erro de português e de interpretação da sentença. Para os desembargadores a repercussão se deve ao fato da imprensa ter divulgado a sentença de maneira “distorcida”. A juíza escreveu que o réu “seria seguramente integrante do grupo criminoso, em razão de sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e seu comportamento”.

Movimento AR é uma mobilização voluntária, com propósito de realizar mudanças e transformações sociais através de ações efetivas de combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação racial contra negros. O movimento é liderado pela Universidade Zumbi dos Palmares e pela Ong Afrobras.