Intel desenvolve aplicativo para censurar palavrões e racismo em games

Fonte: Portal UOL: https://www.uol.com.br/start/ultimas-noticias/2021/04/13/aplicativo-usa-ia-para-combater-racismo-e-assedio-em-jogos-online.htm

A Intel promete ainda para 2021 o lançamento de um aplicativo que irá censurar, em tempo real, xingamentos, palavras e expressões com conotações preconceituosas em chats de voz de games online. Batizado como Bleep (a onomatopeia em inglês para aquele som que substitui uma palavra censurada), o programa usa de inteligência artificial para identificar e retirar termos polêmicos ou previamente definidos pelo usuário. Ele está sendo desenvolvido há dois anos em parceria coma empresa Spirit IA e já está em fase beta.

A missão do Bleep não é nada fácil, mas caso dê certo, pode diminuir um dos principais problemas nos ambientes de jogos online: a toxicidade. Palavrões aqui e ali no calor de uma partida são normais, mas muitas vezes eles ultrapassam os limites, virando xingamentos racistas e misóginos.

Streamers, por exemplo, poderão ser bastante beneficiados pelo Bleep, reduzindo o risco de assédio ou situações constrangedoras em suas lives. Vicky SM, que faz parte do Wakanda Streamers, vê com entusiasmo a novidade: Esse recurso pode ajudar muitos streamers, visto que as transmissões são um trabalho sério e esses incidentes tiram totalmente o foco, fazendo com que muitos fechem as lives ou se sintam vulneráveis com os incidentes. Eu já passei por situações como essa sendo uma mulher preta, sei como machuca e desmotiva o trabalho. Bleep pode ser uma grande opção para nós. Vicky, Streamer.

Tales “TalixXGamer” Porphirio, também do Wakanda Streamers, também vê a iniciativa com bons olhos. O impulsionamento da Bleep é essencial para higienizar o convívio virtual, dando à própria pessoa a escolha e controle sobre o filtro. Acredito ser um caminho que nos levará a ambientes mais saudáveis. A longo prazo, perceberemos os impactos positivos disso na nossa cultura. TalixX, Streamer.

Controvérsia

A Intel apresentou oficialmente o aplicativo durante um painel na GDC, a Game Developers Conference, em março, demonstrando como o programa funciona. Porém, o que mais chamou a atenção foi a possibilidade dos jogadores filtrarem o nível de censura em categorias como misoginia, LGBTQ+fobia e racismo: de nenhuma até tudo. Isso gerou uma estranheza. Afinal, quem iria querer filtrar só “um pouco” de racismo? Ou eliminar totalmente o racismo, mas não todo tipo de misoginia? No twitter, alguns usuários também apontaram o mesmo.

“Essa é facilmente umas das imagens mais engraçadas que já vi em algum tempo. A Intel está fazendo um programa automatizado de censura e eu tô gritando com isso” “Computador, eu quero que você simule um lobby inteiro da Xbox Live no multiplayer do jogo de 2009 Call of Duty: Modern Warfare 2. Habilite misoginia, palavrão, racismo, xenofobia, linguagem sexual explicita e xingamentos… ah, e computador? Deixe todos os proibidores de “N-words… desligados.”

Ao site Polygon, o gerente da divisão de games da Intel, Marcus Kennedy, explicou que os filtros são uma situação “complicada” e servem para dar mais opções aos jogadores se adaptarem a diferentes situações, já que certos tipos de provocações são até aceitáveis entre amigos, mas não quando se está jogando com estranhos. SIGA O START NAS REDES SOCIAIS Twitter: https://twitter.com/start_uol Instagram: https://www.instagram.com/start_uol/ Facebook: https://www.facebook.com/startuol/ TikTok: https://www.tiktok.com/@start_uol/ Twitch: https://www.twitch.tv/start_uol…