Google contrata mais negros, mas desafio é mantê-los

Fonte: Portal Money Times: https://www.moneytimes.com.br/google-contrata-mais-negros-mas-desafio-e-mante-los/

Google divulgou seu melhor ano para a contratação de funcionários negros, mas os crescentes pedidos de demissão do mesmo grupo destacam um risco para o plano da empresa de dobrar a força de trabalho negra.

A empresa disse que 8,8% das contratações do Google nos Estados Unidos foram do grupo “Black+” em comparação com 5,5% no ano anterior, representando o maior ganho entre todos os grupos raciais. A taxa de atrito, no entanto, também aumentou entre funcionários negros e outros grupos de minorias raciais: mulheres negras mostram o maior salto na métrica, disse a Alphabet, controladora do Google, no relatório anual de diversidade divulgado na quinta-feira. A empresa usa a designação “plus” para incluir pessoas que se identificam com várias raças.

O Google fez um grande esforço para contratar mais funcionários negros no ano passado, depois que a morte de George Floyd por policiais gerou protestos no mundo todo em defesa da justiça racial. Em outubro, a empresa prometeu dobrar o número de funcionários do grupo “Black+” até 2025 e, no mesmo ano, deseja aumentar em 30% o número de pessoas de grupos sub-representados em cargos seniores.

A gigante da Internet foi uma das primeiras empresas de tecnologia a compilar um relatório de diversidade, em 2014, mas tem mostrado um progresso lento na mudança da diversidade racial e de gênero da equipe, apesar de ter expandido rapidamente a força de trabalho desde então.

“Reconhecemos a plataforma que temos e a posição da marca que temos, e sabemos que existem outras empresas que estão nos observando, olhando para nós, disse Melonie Parker, diretora de diversidade do Google, em vídeo na quinta-feira. “E queremos ter certeza de que não mostramos apenas nossos sucessos, mas também as áreas que precisamos para melhorar.”

No geral, a força de trabalho do Google nos EUA é composta por pouco mais de 50% de brancos, 42% de asiáticos, 6,4% de latinos, 4,4% de negros e 0,8% de nativos norte-americanos, o que representa pequena variação em relação aos números divulgados em 2020.