Dia Internacional da Mulher: 08 de março

Foi em maio de 1908 nos Estados Unidos, que houve a primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher. Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos

A série de eventos que levaram à criação da data são bem anteriores ao conhecido incêndio que tirou a vida de 130 mulheres em uma fábrica de tecidos americana. O incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou, sim, a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20. Mas o verdadeiro motivo, foram as jornadas de trabalho de quase 15 horas diárias e os medíocres salários introduzidos pela Revolução Industrial que levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o apoio mundial.

Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

A data, deve ser vista como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países.

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram da mesma forma que os demais países, por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

A luta feminina ganhou força após a conquista do direito ao voto em 1932.

A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. E em 1982, o feminismo passou a conversar  com o Estado, após a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, surgiu a primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Mulher Negra no Brasil

A presença feminina tem ocupado o seu merecido lugar. Mas os desafios continuam, principalmente para a mulher negra, onde quer que ela esteja. Seja ela Miss Brasil, empresária, comandante da Guarda Civil Metropolitana, jornalista, enfermeira, na linha de frente do COVID, doutora em física ou jornalista,  todas alcançaram seus postos, por seus próprios méritos.

Felizmente, ainda é preciso provar, que mesmo sendo mulheres, que mesmo tendo jornadas duplas, ou triplas, não param de estudar, de querer mais conhecimento, de darem continuidade às suas lutas e pesquisas, e ainda assim, cuidarem do outro.

As mulheres negras têm liderado muitas estatísticas no Brasil, mas nenhuma delas é capaz de fazer nossa sociedade se orgulhar. As questões das mulheres negras são urgentes e precisam ser unificadas na terminologia ‘mulher‘. Seja para demonstrar a potência feminina ou os diversos papéis da mulher na sociedade.

Sim, elas podem conquistar, e dar as mãos por suas iguais: outras mulheres, negras, ou não!

O 8 de março é também um momento de comemorar a sua existência, comemorar que estão vivas, apesar do feminicídio e outras opressões que a mulher negra vive. Mas sem deixar de lembrar que a mulher ainda tem muita coisa para alcançar e que todo mundo faz parte da luta por esses direitos, principalmente para mulheres negras.