Deputado acusa Trump de violar ‘Lei Ku Klux Klan’ ao incitar invasão do Congresso dos EUA

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo: https://aovivo.folha.uol.com.br/mundo/2021/01/11/5949-acompanhe-todas-as-informacoes-sobre-o-novo-governo-de-joe-biden-nos-eua.shtml#post406849

Um deputado democrata processou o ex-presidente Donald Trump, seu advogado pessoal, Rudy Giuliani, e dois dos principais grupos da extrema direita americano, o Proud Boys e o Oath Keepers, acusando-os de violarem a “Lei Ku Klux Klan” ao insuflar o ataque ao Congresso dos EUA em 6 de janeiro.

A lei citada no processo por Bennie Thompson, homem negro e presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, foi elaborada em 1871. O objetivo era dar ao presidente dos EUA poderes para se opor a grupos racistas como a Ku Klux Klan e proteger os direitos dos afro-americanos após a Guerra Civil (1861-1865) e o fim da escravidão.

Há, no entanto, uma cláusula da lei que proíbe conspiração para impedir que detentores de cargos federais desempenhem suas funções. Thompson alega que Trump, Giuliani e os grupos extremistas conspiraram por meio de “força, intimidação e ameaças” para impedi-lo de cumprir seu dever oficial de certificar a vitória eleitoral de Joe Biden, já que o ataque ao Capitólio ocorreu durante a sessão de ratificação dos resultados do pleito.

 Segundo a ação judicial, a invasão do Congresso, que deixou cinco mortos e rendeu a Trump seu segundo processo de impeachment, foi resultado de um “plano comum que os réus perseguiam desde a eleição realizada em novembro de 2020”.

Thompson pede à Justiça indenizações compensatórias de valores não especificados por “sofrimento emocional” devido ao ataque, e punições para Trump e os outros acusados pela “conduta ilegal”.

O processo foi apresentado ao tribunal federal de Washington dois dias depois de o ex-presidente ter sido absolvido pelo Senado no julgamento do impeachment que o acusava de insurreição. Embora 57 dos 100 senadores tenham votado a favor da condenação de Trump, eram necessários 67 votos —maioria qualificada de dois terços— para de fato responsabilizá-lo pelos atos. (Reuters)