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Ambev adere ao Movimento AR e cria 80 vagas de estágios para Jovens Negros

Nesta quita-feira, 10 de setembro, a Ambev, maior cervejaria do Brasil, 14ª maior empresa do país em receita líquida que controla cerca de 68% do mercado brasileiro de cerveja, anuncia sua adesão ao Movimento AR. A direção da Ambev assina, durante reunião com José Vicente, líder do Movimento AR, a entrada da empresa no projeto que é um dos maiores no Brasil de combate a intolerância racial, segurança, geração de empregos e educação.

A Ambev procurou o Movimento AR  pois, muitas de suas metas estão alinhadas com o programa  de Diversidade implantado nos últimos anos, como a abertura de oportunidade de emprego para jovens negros. A Ambev criou ainda um Observador Externo com três profissionais extremamente qualificados negros que fazem o monitoramento, de fora, das medidas e metas adotadas. 

Segundo José Vicente: “a entrada da Ambev, uma empresa moderna e preocupada com a diversidade, é muito significativa para o Movimento AR, para combatermos juntos, cada vez mais a desigualdade e intolerância racial proporcionando condições de segurança, educação e trabalho aos negros e, conscientizando toda população sobre a necessidade de  vivermos em harmonia”, conclui o líder do Movimento AR.

Ao aderir ao Movimento AR a Ambev já disponibiliza vagas para 80 estagiários negros para suas plantas nos estados de AM, BA, CE, GO, MG, SP, RJ, RS e Distrito Federal.

O Movimento AR é uma mobilização voluntária, com propósito de realizar mudanças e transformações sociais através de ações efetivas de combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação racial contra negros. O movimento é liderado pela Universidade Zumbi dos Palmares e pela Ong Afrobras.

O Manifesto – Ações e estratégias:

01.       COTAS NAS UNIVERSIDADES E CONCURSOS PÚBLICOS.

Manter, intensificar, impulsionar e fortalecer as políticas afirmativas de inclusão de negros no ambiente universitário e nos concursos públicos, como forma de combater o racismo estrutural no ambiente público.

02.       MUDANÇA DOS PROTOCOLOS POLICIAIS.

Para impedir técnicas de sufocamento e estrangulamento em abordagens policiais, bem como, disparos letais de arma de fogo em abordagens, ou disparos de arma de fogo em invasões, ocupações, favelas e comunidades.

03.       MUDANÇA NOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA PRIVADA.

Para acabar com a hostilização, perseguição, abordagens e constrangimentos nos ambientes públicos e privados, promovidos por esses agentes, especialmente, shoppings, bancos e supermercados.

04.       CRIAÇÃO DE 500 MIL BOLSAS DE ESTUDOS.

Para qualificação de jovens negros em graduação, pós-graduação, iniciação científica, formação tecnológica, economia criativa, negócios e empreendedorismo.

05.       CRIAÇÃO DE 300 MIL VAGAS.

De estágios, trainees e profissionais negros nas empresas públicas e privadas.

06. PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE RACIAL EMPRESARIAL.

Por meio de metodologia de implantação, gestão, gerenciamento da inclusão, carreira, ações e políticas de diversidade racial em 300 empresas públicas e privadas. Criação de Índice de Igualdade Racial Corporativo, de Premiação das Melhores Empresas da Diversidade, de Market Place e ação de protagonismo comercial para promoção e fortalecimento do empreendedorismo negro. Formação de um milhão de quadros corporativos em Racismo, Discriminação e Diversidade Racial Corporativa.

07.       300 MILHÕES DE COMPRAS CORPORATIVAS.

Do ambiente público e privado, de serviços e produtos de empresas e de empresários e profissionais negros.

08.       FUNDO VIDAS NEGRAS IMPORTAM DE R$ 200 MILHÕES.

Para fomento, apoio e financiamento educacional, empreendedorismo, tecnológico e de economia cultural criativa para jovens negros.

09. LEI DA HISTÓRIA DO NEGRO E MEMÓRIA NEGRA.

Implementação integral da Lei da História do Negro em todas escolas públicas e privadas. Instalação de bustos, estátuas e quadros que prestem homenagem a figuras importantes da cultura negra. Instalação da Rua Zumbi dos Palmares e Nacionalização da Virada da Consciência negra.

10. NEGROS NA POLÍTICA, JUSTIÇA E COMUNICAÇÃO.

Como maneira de combater o racismo estrutural e garantir presença igualitária nesses ambientes estatais, bem como, incluir e fortalecer o discurso da igualdade racial, além de ampliar a presença de negros na comunicação.